Saúde na Gravidez: o que é a Sífilis?


sífilis na gravidez

A Sífilis é uma infeção bacteriana sexualmente transmissível e diagnosticada por análises sanguíneas específicas.

A bactéria responsável pela doença (Teponema Pallidum) penetra no organismo, por contacto direto, através das mucosas (como as da vagina ou da boca), ou então através da pele, pelo que pode ocorrer numa relação sexual por via vaginal, oral ou anal. Horas depois do contacto com a zona afetada do parceiro, a bactéria chega aos gânglios linfáticos e, a partir daí, propaga-se por todo o organismo através do sangue.

A transmissão da sífilis pode também ocorrer durante a gravidez, passando diretamente da mãe para o feto. Nestes casos, a doença designa-se sífilis congénita, pois o bebé pode vir a ter defeitos congénitos ou outros problemas de saúde graves derivados da infeção.

Como forma de prevenção da doença, é aconselhável o uso de preservativo, embora este não garanta uma proteção completa. Além disso, deverá manter abstinência sexual enquanto os sintomas estiverem presentes e, se possível, até ambos terminarem o tratamento.

Sintomas da sífilis

Os sintomas costumam começar de 1 a 13 semanas após o contágio, sendo a média de 3 a 4 semanas.

A doença passa por vários estágios: incubação, sífilis primária, sífilis secundária, sífilis latente e sífilis terciária. Vejamos cada um destes estádios em pormenor, a fim de podermos reconhecer os sintomas que lhes estão associados.

  • Fase 1: Incubação
    A sífilis passa por um período de incubação quando se dá a primeira infeção. Nesta fase não existem quaisquer sintomas, podendo decorrer entre 10 a 90 dias até que um teste de sangue diagnostique a doença.
  • Fase 2: Sífilis Primária

Nesta fase, a doença pode ser transmitida.
O sintoma associado a este estádio é uma lesão rosada ou ulcerada, geralmente indolor, que pode passar despercebida, no órgão genital, boca ou reto. Esta lesão pode desaparecer sem qualquer tratamento, mas a bactéria mantém-se alojada no organismo.
Um outro sintoma característico da sífilis primária é o inchaço dos gânglios linfáticos.

sífilis

Fase 3: Sífilis Secundária

Há um grande risco de contaminação nesta fase, sendo a doença já detetada num teste de sangue.
Os sintomas associados a este período são lesões generalizadas e de aspeto diverso (manchas e inchaços na peça, com eventual escamação), especialmente nas mãos e pés. Estes sintomas também podem vir a desaparecer sem tratamento.

  • Fase 4: Sífilis Latente
    A doença não é transmissível neste período, que pode durar 5 a 20 anos sem que se registem sintomas específicos. No entanto, a doença será detetada através de um teste sanguíneo.
    A bactéria permanece no organismo, podendo causar vários problemas de saúde.
  • Fase 5: Sífilis Terciária
    Nesta fase são finalmente visíveis os danos causados no organismo, podendo revelar-se problemas na pele, cérebro, coração ou articulações.

Durante a gravidez, se a sífilis não for devidamente tratada, pode conduzir a um parto prematuro, recém-nascido de baixo peso ou com infeção e, em último caso, pode mesmo originar a morte fetal.

Uma grávida com sífilis tem à vota de 60 % a 80 % de probabilidades de infetar o feto. Como já foi referido, a sífilis costuma transmitir-se quando se encontra na primeira fase, caso não tenha sido tratada, mas o mesmo não sucede quando a doença está na fase latente ou quando se encontra na sua última fase.

A sífilis congénita deixa marcas profundas no bebé, podendo originar sérios problemas de saúde. A doença pode, no entanto, ser prevenida através da injeção de penicilina na gestante durante a gravidez. Apesar disso, na última etapa de gravidez, o procedimento não reverte totalmente as anomalias que o feto já possa ter sofrido.

Após o nascimento, o bebé também é tratado com penicilina e, quando ocorre reação, esta costuma ser ligeira nos recém-nascidos.

Formas de tratamento da doença

Dependendo da fase, pode ser necessária uma ou mais injeções de antibióticos (normalmente penicilina) para eliminar a bactéria.

Para controlar a evolução do tratamento, é necessário fazer testes de sangue regulares até ao desaparecimento da mesma. No entanto, uma pessoa que tenha sido curada de sífilis não fica imune e pode voltar a contrair a doença.





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