Durante a gravidez, há determinado nutrientes que não podem faltar na alimentação da grávida, atendendo às necessidades nutricionais e benefício para sua a saúde e a do bebé.

Vejamos em pormenor cada um dos grupos nutricionais e a importância que têm na saúde da mulher, assim como na formação e desenvolvimento do feto.

  • Proteínas
    As proteínas desempenham um papel importante na formação da placenta, sendo responsáveis por construir os tecidos do organismo, tanto da mãe como do bebé. Por isso, deverá aumentar sua ingestão durante a gravidez. Carne, leite (e seus derivados), ovos e soja são alguns exemplos de alimentos ricos em proteínas.
  • Hidratos de Carbono
    Os hidratos de carbono fornecem a energia necessária para o organismo efectuar qualquer actividade. Encontram-se, por exemplo, no arroz, massas, pão, cereais, batatas e frutas.
    Das seis refeições que a grávida deve fazer ao longo do dia, pelo menos quatro devem conter algum tipo de hidratos de carbono. Caso haja falta deste nutriente, o organismo terá de ir buscar a energia de que precisa a outros alimentos/nutrientes, podendo revelar-se prejudicial para a saúde da mulher. Por exemplo, ao obter energia através das proteínas, a gestante acaba por perder massa muscular (massa magra do corpo).

nutrientes gestaçao Necessidades Nutricionais durante a Gravidez

  • Vitaminas e sais minerais
    Formando o grupo dos micronutrientes, as vitaminas e sais minerais são encontrados nas verduras, frutas e legumes.
  • Vitamina A
    A vitamina A revela-se importante na formação e manutenção da placenta. Também ajuda a manter a imunidade da mãe, garantindo o bom desenvolvimento do feto. É encontrada, entre outros alimentos, na cenoura, na manga, na abóbora, nos espinafres e no agrião.
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  • Vitamina C
    A vitamina C (ou ácido ascórbico) ajuda na produção de colágeno – substância que dá firmeza à pele. Encontrada em frutas como a laranja, limão, morango e goiaba, e também nas folhas verdes e batata. Além de seus próprios benefícios, a vitamina C ajuda o organismo a absorver o ferro de origem vegetal, podendo ser ingerida em sumos ao pequeno-almoço e lanche ou como acompanhamento das principais refeições do dia.
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  • Ácido Fólico
    O ácido fólico é recomendado às mulheres que planeiem uma gravidez ou que estejam no início da gestação, uma vez que ajuda na construção do sistema nervoso do feto, para lém de colaborar na divisão celular no momento da formação do embrião e dos anticorpos do bebé. Daí esta vitamina ser tomada, além da ingestão directa através dos alimentos, como suplemento alimentar (somente sob indicação médica). O ácido fólico encontra-se em alimentos o espinafre, feijão e laranja.
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  • Ferro
    Este mineral está presente na hemoglobina (proteína que faz o transporte do oxigénio no sangue) e não pode de forma alguma faltar no organismo da gestante. Além de favorecer o crescimento do feto, o ferro aumenta a imunidade, evitando um parto prematuro.
    O ferro encontra-se em verduras, grão, lentilha, feijão, banana e carnes vermelhas (sobretudo no fígado de boi).
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  • Cálcio
    O cálcio encontra-se no leite, iogurte, queijo, salmão, sardinha, figos secos, couve e espinafres. É um micronutriente indispensável no terceiro trimestre de gravidez. O cálcio é fundamental na formação dos ossos, evita um parto prematuro, uma vez que ajuda a que as contracções do útero estejam controladas até à data do nascimento, e evita que a mãe sofra de pressão alta na fase da amamentação.
    É recomendável não ingerir qualquer tipo de cafeína depois de comer um alimento rico em cálcio, uma vez que esta reduz a absorção do nutriente pelo organismo.
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    Atenção aos excessos!

    O fígado de boi é um alimento rico em diversos nutrientes. No entanto, o seu consumo tem de ser doseado, não devendo ser ingerido mais de duas vezes por semana já que, devido à diversidade de vitaminas e sais minerais que contém, o seu consumo elevado pode ser prejudicial à saúde da mulher. A vitamina A, por exemplo, se ingerida em grandes quantidades, pode provocar malformação do feto.

    O ideal será definir, com a supervisão do seu médico, um regime alimentar saudável atendendo às necessidades nutricionais próprias da gravidez.

    Durante a gravidez deve ter a preocupação acrescida em se alimentar bem. Não se trata de comer por dois, o importante é a qualidade das suas refeições para que possa manter-se saudável, assegurando as suas necessidades nutricionais e as do feto.

    gravidez alimentacao 234x300 Alimente se Bem e tenha uma Gravidez Saudável

    Esqueça a ideia de comer por dois, pense antes em comer bem por dois motivos: a sua saúde e a do seu bebé. É verdade que deve aumentar a quantidade das calorias na sua dieta; mas durante a gravidez o seu organismo precisa, no máximo, de 350 calorias a mais por dia para que o bebé cresça e se desenvolva. Para o conseguir, deve manter uma dieta variada e rica em frutas, verduras, leite e derivados, carnes magras e hidratos de carbono integrais, que asseguram todas as necessidades nutricionais desta fase.

    No geral, a alimentação durante a gravidez está cercada de mitos. Além do de comer por dois, há quem acredite que, quanto mais a gestante engorda, melhor para o bebé. Nada disso! Engordar muito durante a gravidez é tão prejudicial como em qualquer outra fase da sua vida. Na verdade, o segredo para uma alimentação saudável é o mesmo de sempre: comer de tudo, sem exageros, respeitando a fome e enganando a gula. A regra de ouro é escolher bem os alimentos e comer na medida certa.

    Nos primeiros três meses, a gestante precisa, em média, de 150 calorias a mais por dia. No segundo e no terceiro trimestres, entre 300 e 350 calorias calorias a mais. Estes são só valores de referência, pois cada mulher tem características únicas e, como tal, necessidades nutricionais distintas; tudo depende de como era a alimentação e o peso antes da gravidez, e de como se encontra em termos de saúde.

    Na alimentação de uma grávida saudável o prato é variado e colorido. Todos os grupos alimentares devem constar na sua dieta diária: vegetais, frutas, legumes, hidratos de carbono, proteínas, gorduras e muita água.

    Para garantir a boa disposição ao longo do dia e ajudar a combater problemas como náuseas, cansaço e azia, as refeições devem ser divididas entre as três principais: pequeno-almoço, almoço e jantar, fazendo pelo menos dois lanches entre elas.

    Alimentos industrializados, gorduras saturadas, fritos, excesso de café e de açúcar devem ser evitados a todo custo. Nem pensar em ingerir álcool durante a gravidez, pois prejudica o bebé. Em caso de dúvida, deverá sempre consultar o seu médico ou um nutricionista.

     

    Ganhe peso com saúde

    O peso é um dos indicadores usados pelo médico para determinar se a gravidez é normal e saudável. O que decide quantos quilos você pode (e deve) ganhar ao longo dos nove meses é o peso que tinha antes de engravidar.

    Mulheres obesas ou acima do peso, devem manter a dieta normal (e não aumentar o consumo de calorias), de forma a ganhar entre sete e nove quilos. Quem estava em forma antes da gravidez, pode comer mais um pouquinho e aumentar entre nove e onze quilos. As mulheres que se encontravam abaixo do peso considerado saudável para a sua altura, devem reforçar a alimentação e engordar por volta de 14 ou 15 quilos. É claro que para quem espera gémeos, esses limites serão também alargados.

    Não se trata de uma questão estética. Ganhar peso a mais ou a menos do que o recomendável durante a gravidez prejudica a saúde do bebé:

    • Mulheres muito magras que não se alimentam bem durante a gravidez podem ter filhos com problemas neurológicos, baixa imunidade e mau funcionamento de órgãos como os pulmões e o fígado.
    • Por outro lado, grávidas que engordam muito podem desenvolver obesidade, pressão alta, diabetes e ter filhos com tendência a serem sempre gordinhos. Uma avaliação nutricional no início da gravidez ajudá-la-á a compreender qual é o seu caso e qual a melhor dieta a seguir.

    Se aumentar o peso devido durante a gravidez, terá voltado à sua forma antecedente até dois meses depois do parto. Além do bebé, que pesa em média 3,2 quilos, o útero fica com quase um quilo. A placenta pesa 600 gramas e, só de sangue e outros fluidos, engorda mais 3,6 quilos. Os seios maiores, por causa da amamentação, também aumentam um quilo na balança.

    Uma alimentação saudável durante a gravidez é, pois essencial a mãe e para o bebé. Fazendo refeições repartidas e equilibradas e evitando o consumo de álcool, não só estará a prevenir-se de mal-estares comuns nesta fase como cansaço, azianáuseas, como a zelar pela saúde do seu filho.

    Durante a gravidez, a mulher tem enjoos, náuseas, cansaço e variações de humor. Às vezes chora, às vezes ri. É provável que o seu companheiro fique confuso, inseguro e até enciumado devido a todas as mudanças por que está a passar e ele não sente. Como a gravidez costuma ser acompanhada por muitas dúvidas e inseguranças, é fundamental a mãe ter com quem dividir todas essas transformações e desafios. Então, poderá perguntar-se sobre o que fazer para que ele também se sinta grávido?

    homem gravidez 300x151 Começar a Viver a Paternidade durante a Gravidez

    Bom, a criança é dos dois e espera-se que o pai acompanhe a mãe nas consultas, se interesse pela gravidez e pelos preparativos para a chegada do bebé. Já vai longe o tempo que o filho era responsabilidade só da mãe e ela nem sequer ousava protestar. Felizmente, houve uma mudança na sociedade! O homem passou a participar activamente na gravidez e a ajudar na educação e nos cuidados com os filhos. Os pais têm hoje um papel diferente e os que não participam são cada vez mais uma excepção.

    Caso o seu marido pertença a essa minoria, faça-o sentir-se parte e próximo desse maravilhoso projecto a dois que é a gravidez. Às vezes basta aproximar-se dele, mesmo que de início seja difícil para ambos; ele pode ficar retraído porque não sabe o que fazer, sentir-se inseguro para cumprir o novo papel ou está confuso com as mudanças na sua vida a dois. Esta aproximação deverá ser feita com subtileza, irritar-se por algo que ele não sabe ao certo como fazer pode afugentá-lo ainda mais.

    A maternidade e paternidade são sentidas de maneiras diferentes pelos dois. Só é preciso encontrar um consenso para expressar sentimentos que provavelmente são muito parecidos: amor, medo, alegria, insegurança…

    Chame o pai a participar, peça a sua companhia nas consultas, indique livros e cursos, conte todas as mudanças que vai sentindo no seu corpo. Mas o melhor mesmo é abrir-se com ele e expor as expectativas que tem sobre o seu comportamento. Deixe-o descobrir como pode ser um pai mais companheiro. Não pense que essa atitude significa mendigar atenção ou que a iniciativa deveria ser dele. Nestes casos deverá ser compreensiva e, com o tempo, irá descobrir um homem responsável, participativo e atento às suas dores e desejos. Contagiado pelas fases que passa durante a gravidez, o pai pode inclusive comer mais, competindo com a sua barriguinha. Sinais (óptimos!) de que vocês dois estão grávidos.

    O leite materno é fundamental para o crescimento e saúde do bebé, fornecendo-lhe todos os nutrientes de que precisa – proteínas, gorduras, hidratos de carbono, minerais e vitaminas. Além disso, devido às imunoglobulinas, linfócitos e outras células de defesa presentes no leite da mãe, o aleitamento materno protege a criança contra infecções. Até o sexto mês de vida, o leite materno deve ser a única alimentação do bebé, embora na fase de adaptação à amamentação surjam situações, como as cólicas e refluxos, que requerem especial cuidado e atenção por parte da mãe.

    amamentaçao Cólicas e refluxos na adaptação do bebé ao leite materno

    Nos primeiros dias, o recém-nascido mama pouco leite, pois o estômago é pequeno e o ele cansa-se mais facilmente. Por isso, os intervalos para mamar são curtos (o comum é ocorrerem de hora em hora). À medida que vai crescendo, o bebé já consegue mamar durante mais tempo, pois a capacidade do estômago é maior e passará a fazê-lo, em média, a cada três horas.

    No entanto, o horário para o bebé mamar não é importante, desde que mame sempre que sentir necessidade. A sua grande preocupação enquanto mãe deverá ser a forma como amamenta o seu filho. Certifique-se que a boca do bebé cobre toda a auréola mamária. Assim, o leite sairá mais facilmente, a criança mamará por mais tempo e ingerirá o leite final de cada mamada, que se caracteriza por ser mais rico em gordura, fazendo com que se sinta satisfeita por mais tempo, já que sua digestão é mais lenta. Não se preocupe com o tempo da mamada, o bebé tem capacidade de regular sua saciedade, mamando até não ter mais fome.

    Nas primeiras duas semanas de vida as cólicas do recém-nascido são comuns. Elas começam a surgir por volta dos quinze dias de vida e costumam ir, em média, até os três meses. Na maioria das vezes, aparecem à mesma hora: fim da tarde e início da noite.
    As cólicas podem durar horas ou terminar abruptamente. As contrações devem-se ao desfecho da preparação do intestino do recém-nascido que no nascimento ainda é imaturo. Ele está agora na fase final do processo de formação de vilosidades que serão as responsáveis pela absorção dos diferentes tipos de alimentos, pela colonização por bactérias necessárias ao organismo e, sobretudo, pela produção de vitaminas essenciais.

    Para aliviar as cólicas no recém-nascido, é aconselhável colocar o bebé de bruços, particularmente sobre a barriga da mãe. Também se podem colocar fraldas mornas em cima da barriga do bebé e flexionar as pernas da criança, como se estivesse a andar de bicicleta – este movimento facilita a eliminação de gases e o alívio da dor.

    Os refluxos são outro problema comum na fase de adaptação à amamentação, não pondo em causa a saúde do bebé. Muitos casos envolvem questões fisiológicas, mas outros, podem ser ocasionados pela técnica inadequada na hora de amamentar, por choro intenso ou ainda pelo uso de chucha. Nesta última situação, o bebé provavelmente engole muito ar, originando o refluxo.
    Para além destas, poderá haver ainda algumas condições patológicas, como obstruções de esófago.

    Quando o problema for ocasionado pelos factores inadequados na amamentação, basta corrigir tais hábitos. O incómodo pode ser minimizado colocando o bebé na postura correcta durante a mamada. Nos bebés maiores, atente à alimentação alternativa ao leite, adequando a qualidade, o volume e a consistência dos alimentos.

    O refluxo patológico diferencia-se pelo facto de o bebé sentir dor. A criança chora mais, fica mais irritada, dorme menos, recusa o peito e sente dor ao deitar. Nestes casos, deverá consultar o pediatra.

    corte do cordao umbilical Adiar o Corte do Cordão Umbilical após o Parto

    Há vantagens evidentes em adiar por alguns minutos o corte do cordão umbilical após o parto.

    Um estudo realizado no Canadá permitiu concluir que basta esperar dois minutos antes de cortar o cordão para que o bebé possa ter níveis mais elevados de ferro durante os primeiros meses de vida. Estas conclusões foram publicadas no Journal of the American Medical Association.

    Apesar de esta ser uma evidência já apontada anteriormente noutros estudos, na maior parte dos hospitais nos países ocidentais continua a cortar-se o cordão imediatamente após o parto.