A massagem Shantala é feita em bebés a partir de um mês de idade. O objectivo principal desta massagem é proporcionar momentos de bem-estar e estreitar a interacção dos pais com o bebé. Além destes, destacam-se como mais-valia da massagem o facto de acalmar o bebé, eliminar gases, cólicas e prisão de ventre ou ainda proporcionar-lhe um sono mais tranquilo. A shantala tem ainda a vantagem de trabalhar a musculatura e as articulações do bebé, uma vez que são feitos movimentos repetidos e alongamentos em todo o corpo.

massagem shantala Técnicas e Vantagens da Massagem Shantala

Esta massagem é indicada sobretudo na fase em que o bebé ainda não controla os movimentos do corpo, uma vez que funciona como estímulo dos mesmos. No entanto, mesmo numa fase posterior, os pais podem perfeitamente continuar a prática da massagem devido ao bem-estar que proporcionam ao seu filho.

Os movimentos da massagem são simples e em número reduzido, são é feitas várias repetições dos mesmos. O número de séries varia, devendo começar por se repetir três vezes e ir aumentando gradualmente até um máximo de dez reiterações, de acordo com a predisposição do bebé.

Embora não haja uma hora pré-definida para o efeito, a shantala nunca deve ser feita quando o bebé tiver fome – o ideal será fazê-la ½ ora depois da mamada. Já o momento do dia para fazer a massagem depende da condição física e dos hábitos de higiene do bebé – por exemplo, se ele costuma ter cólicas à tarde, será bom fazê-la de manhã, de modo a poder agir como medida preventiva da dor.

No geral, a massagem não ultrapassa os 20 minutos, devendo ser feita diariamente, no máximo duas vezes ao dia, para que o bebé se harmonize com a técnica.

A seguir, indicamos uma sequência completa da massagem shantala, com o detalhe dos movimentos a aplicar, passo a passo.

  1. Sente-se com as pernas esticadas e deite o bebé sobre elas. Esfregue as mãos uma na outra para as aquecer e faça depois essa fricção com as mãos no alto da sua cabeça, inspire e mentalize a energia positiva a passar de si para o seu filho.
  2. Faça um triângulo com as mãos e coloque-as à altura do peito do bebé sem o tocar (deverá deixar cerca de um palmo de distância). Separe então as mãos e vá circundando o corpo do bebé, sempre sem o tocar, e expire. Após cada contorno, sacuda as mãos e repita o procedimento três vezes, mantendo o ritmo da respiração.
  3. Ponha umas gotas de óleo de amêndoas nas suas mãos e esfregue-as (nos casos de cólicas, aplique óleo com camomila). Coloque de novo óleo sempre que começar a massajar uma nova zona do corpo do bebé, à excepção do rosto.
  4. Coloque as mãos, relaxadas e com os dedos unidos, no centro do peito do bebé. Deslize a mão esquerda até a axila de mesmo lado e faça o movimento simultâneo do lado direito
  5. Recomece o movimento no peito do bebé e, desta vez, termine nos ombros.
  6. Voltando a pôr as mãos no peito do seu filho, suba uma mão de cada vez até ao final do ombro, formando um X. Deixe seus dedos deslizarem até à zona por trás da orelha.
    Note que sempre que a massagem for feita em movimentos alternados, deverá começar pelo lado esquerdo do bebé, que é o lado mais receptivo.
  7. Faça então um círculo com as mãos, como se fosse uma pulseira, e segure o pulso do bebé com uma delas. Simultaneamente, a outra mão, partindo do ombro, irá ao encontro da que está a segurar o pulso. Quando as mãos se encontrarem, alterne-as (o movimento funciona como se o braço do bebé fosse uma corda que você puxa sucessivamente para fazer uma escalada).
  8. Faça uma torção suave com as duas mãos, iniciando pelo ombro e descendo até o pulso do bebé.
  9. Apoie a mão do seu filho, com a palma virada para cima, numa das suas mãos. Use o polegar da sua outra para massajar a mãozita dele, partindo do pulso até à ponta dos dedos. Deslize então a sua mão espalmada, com os dedos unidos, por toda a mãozinha do bebé. Aperte-lhe delicadamente os dedos, um a um, começando pelo polegar.
  10. Faça um movimento em concha com as suas mãos, desde a base das costelas até ao começo dos genitais do bebé. Esta é uma técnica excelente para aliviar as cólicas – intensifique o movimento caso as dores sejam muito fortes.
  11. Levante as pernas do bebé, segurando-as no alto e, com o antebraço, continue a massajar a região abdominal. Repita o movimento com as mãos.
  12. Faça um círculo com as mãos, como se fosse uma pulseira e, com uma delas, segure o tornozelo do bebé. Ao mesmo tempo, a outra mão, partindo da virilha, vem de encontro à que está a agarrar o tornozelo. Quando as mãos se encontrarem, alterne-as, dando continuidade ao movimento, como no passo 7.
  13. Ampare o pé do bebé numa das suas mãos e, com a outra, deslize o polegar, massajando a sola do pezinho. Deslize a mão espalmada, com os dedos unidos, por todo o pé do bebé.
  14. Termine, apertando os dedinhos do pé do bebé, um a um, a começar pelo polegar.

Se pretender uma massagem mais relaxante, basta fazer a sequência de movimentos de forma mais suave e superficial. Por outro lado, se o que pretende é estimular o bebé, os movimentos devem ser mais acelerados e profundos.

A infertilidade secundária é um dos problemas de saúde que, para lá das dificuldades de concepção, pode levar a uma gravidez de risco ou parto prematuro. Este tipo de infertilidade afecta muitos casais após  uma gravidez bem-sucedida e é tão comum como a infertilidade primária (quando se tenta engravidar pela primeira vez).

São várias as causas da infertilidade secundária, podendo estas estar relacionadas com o homem ou com a mulher. De entre todas elas podemos destacar as seguintes:

infertilidade secundária1 Problemas de Saúde   Infertilidade Secundária

  • Saúde da mulher
    • Danos ou bloqueios nas tubas uterinas (conhecidas como trompas de falópio)
    • Endometriose (doença feminina que se baseia na presença do endométrio – camada interna do útero substituída todos os meses com a menstruação – em locais fora do útero)
    • Menopausa precoce
    • Problemas de ovulação
    • Pólipos ou fibroses uterinas
  • Saúde do homem
    • Pouca quantidade ou inércia dos espermatozóides
    • Problemas ejaculatórios
    • Varicocele (formação de varizes nas veias do escroto, onde se encontram os testículos, podendo afectar a quantidade e qualidade dos espermatozóides)

Em alguns casos, a infertilidade secundária está directamente relacionada com a idade, uma vez que a fertilidade feminina decresce a partir dos 35 anos, quando os ovários libertam menos óvulos e a qualidade deles vai diminuindo. Aliás é a partir desta idade que a gravidez passa a ser considerada uma gravidez de risco, pois com a idade a mulher pode desenvolver desordens que intervêm no sucesso da concepção e da gravidez.
A fertilidade masculina também diminui com a idade e os homens podem ter mais dificuldade em manter a erecção. À medida que envelhecem, também se verifica uma menor produção de espermatozóides, tendo estes uma mobilidade mais reduzida

O estilo de vida é um dos factores externos que pode interferir na fertilidade do casal, sendo que o tabagismo, consumo de drogas e álcool, doenças sexualmente transmissíveis e excesso de peso podem desencadear a infertilidade secundária.

Este tipo de infertilidade secundária pode ainda desenvolver-se ou agravar-se após a primeira gravidez, quando os factores que a originam já estavam latentes numa eventual infertilidade primária.

A incapacidade de conceber um segundo filho pode sujeitar o casal a um grande stresse ou ser mesmo um factor de desequilíbrio conjugal. É, pois, fundamental ter consciência do problema e procurar apoio médico (ginecológico e psicológico) para fazer o diagnóstico apropriado e trata-lo o mais cedo possível.

Tal como a infertilidade primária, em muitos casos, a infertilidade secundária pode ser diagnosticada e tratada. Alguns dos problemas de saúde que podem ser tratados se diagnosticados atempadamente através de exames são os hormonais, contagem espermática e bloqueios tubários (das trompas de falópio).

O tratamento varia de acordo com a causa do problema, mas é possível engravidar se o casal procurar ajuda médica assim que notar a dificuldade para o conseguir. Muitos dos casais que sofrem de infertilidade secundária desconhecem a variedade de tratamentos disponíveis para a resolver.

cuidados a ter com a alimentacao Cuidados a ter com a Alimentação durante a Gravidez

A gravidez é um período mágico para qualquer mulher. No entanto, esta é também uma fase marcada por várias mudanças (psicológicas, físicas, emocionais e hormonais) associadas ao processo de crescimento e desenvolvimento do bebé.

Devido a todas as mudanças ocorridas durante a gravidez, é necessário optar por hábitos de vida saudáveis e seguir uma dieta equilibrada, a fim de evitar o aumento excessivo de peso

Durante a gravidez não se deve fazer dieta para emagrecer, mesmo que o aparecimento de doenças como a diabetes e a hipertensão gestacional.e esteja acima do peso médio. No entanto, também não deverá “comer por dois”, como vulgarmente se diz; o que é fundamental é fazer uma alimentação saudável e equilibrada para que consiga obter a quantidade adequada de nutrientes para suprir as suas necessidades nutricionais e as do bebé.

Em termos gerais, deverá consumir cerca de 300 calorias a mais do que antes de engravidar, sendo que o consumo de alimentos deverá ser repartido – 5 a 6 refeições ao longo do dia – para ter uma gravidez saudável.

Contra todas as evidências e argumentos científicos, as taxas de aleitamento materno ainda ficam aquém do que seria desejável. Também não é por acaso que, apesar de praticamente todas as mulheres saberem e afirmarem que o leite materno é o melhor para os seus filhos, expressando o desejo de amamentar, ou de 95% das mães saírem das maternidades portuguesas com esta prática, o aleitamento materno sofre um rápido declínio ao fim de alguns dias ou semanas, atingindo valores francamente baixos no final do terceiro mês — altura em que as mães ainda nem retomaram o trabalho fora de casa.

amamentacao Amamentação… a opção é da Mãe

São muitas as causas que levam ao abandono da amamentação sem ser por desejo da mulher. Mas apesar dos contornos externos que possam interferir neste processo, há que deixar bem claro que nenhuma mãe pode sentir-se obrigada a dar de mamar. Nenhuma mãe é melhor ou pior mãe por amamentar ou não o seu bebé. Deve dar-se de mamar se se quiser, se se puder e enquanto for bom para todos.

Nenhum decreto-lei obriga a mulher a dar de mamar. A amamentação é um acto de total liberdade, e que deve durar enquanto a mãe queira, possa e a criança deseje. E se num dado momento a opção é outra, nada muda em termos de qualidade maternal ou de amor.

Um intervalo muito curto entre um parto e uma nova gravidez aumenta os riscos de parto prematuro e de problemas de saúde para a mulher e para o bebé.

A Universidade de Washington realizou uma investigação sobre o tema, no qual, num universo de 156 mil mulheres, foram ponderados os intervalos entre duas gravidezes, a forma como decorreu o segundo parto e a saúde dos segundos filhos. Com os dados apurados, concluiu-se que:planearumanovagravidez Planear uma Nova Gravidez evita Partos Prematuros

  • Um intervalo inferior a 6 meses entre um parto e a gravidez seguinte aumenta em 41% por cento o risco de parto prematuro (antes das 35 semanas de gestação);
  • Um intervalo entre 6 e 12 meses aumenta 14% o risco de parto prematuro;
  • Um intervalo entre 12 e 18 meses não implica o risco de parto prematuro.

Os riscos de parto pré-termo são ainda mais elevados para as mulheres que já tiveram um anteriormente, caso não façam o intervalo mínimo aconselhável de 12 meses entre duas gravidezes.

Planear uma nova gravidez é, pois, fundamental, pois o organismo da mulher precisa de um tempo para recuperar da gravidez anterior, sobretudo ao nível do restabelecimento nutricional, a fim de evitar complicações em termos de saúde.