Escolher o nome de um filho não é propriamente uma tarefa fácil, as hipóteses são muitas, quer seja menino ou menina. Deverá pensar muito bem no nome que será dado ao bebé. A sua escolha fará parte da identidade do seu filho para o resto da vida, podendo ser para ele motivo de orgulho ou de desgosto, uma vez que será sempre chamado pelo nome que lhe deu. Neste artigo deixamos-lhe dicas práticas que poderão ajudar na hora da escolha, pensando acima de tudo na identidade e bem-estar da criança.

nomes2 300x221 Dicas Práticas para escolher o nome do seu filho

A escolha deverá ser feita de forma consciente pelos pais, podendo ser ouvida a opinião de outras pessoas, quando solicitada, mas nunca deverá fazer a escolha de um nome sofrendo qualquer tipo de pressão. Lembre-se sempre de que a simples palavra que terá de escolher em poucos meses é a primeira propriedade que atribuirá ao seu filho quando nascer e estará, desde logo, a ajuda-lo a construir a sua própria identidade…

 

Dicas para escolher bem o nome do seu filho:

  • Um bom nome é aquele que tem uma sonoridade bonita, sendo fácil de escrever, pronunciar e lembrar. Tenha em mente que o bem-estar do seu filho é o mais importante e não a mera satisfação de um capricho dos pais ou de outro qualquer familiar.
    Pense se ele se irá sentir bem ao ser chamado pelo nome que escolher – quantas crianças não sofrem no silêncio ao serem ridicularizadas pelo seu nome…
  • Para testar a(s) escolha(s), escreva o nome, diga-o em voz alta, veja se combina com os apelidos da sua família…
    Poderá fazer uma selecção dos nomes que mais gosta, tomando a decisão final quando o bebé nascer, depois de olhar para a sua carinha e ver os primeiros sinais da sua personalidade.
  • Os gregos da antiguidade clássica acreditavam que o nome dado a uma criança definia seu destino. Independentemente daquilo em que se acredita nome carrega em si um significado. Como tal, vale sempre a pena investigar a origem e significado de um nome antes de escolher (muitas vezes é útil para fazer um desempate quando se está indeciso entre dois nomes).
  • A difusão da numerologia associada a um dogmatismo perturbante é responsável pela grafia inusitada de muitos nomes. Nestes casos, são acrescentadas vogais e/ou consoantes para que o nome atinja um determinado número de letras e, desta forma, a criança possa ser afortunada na saúde, no amor e nas finanças.
    Antes de tomar qualquer decisão imponderada e transformar um Miguel em Miguelle, pense sobre as consequências da sua decisão na vida do seu filho, mais que não seja pelo facto de ele ter de aprender a escrever o nome a confrontar-se com a realidade de o ver devidamente escrito nos documentos.
  • Pense bem antes de escolher um nome originário de outra língua. Para lá da dificuldade que muitas vezes há em escrevê-lo correctamente, nem sempre a pronúncia em Português soa tão bem como o nome original.
  • O nome pode sugerir a origem, o contexto cultural, a época e até o lugar em que a criança nasceu. Por exemplo, nos anos 70 era muito comum dar o nome das personagens das fotonovelas aos bebés – Sandra, Sabrina… Aliás, isso ainda hoje se passa, sendo que muitas vezes os pais atribuem aos filhos nomes dos seus personagens ou cantores favoritos.
    Houve um tempo em que o nome era atribuído de acordo com o mês em que o bebé nascia: vejam-se os casos de Júlio (Julho) e Augusto (Agosto).
    Pense nas marcas que quer (ou não) que o nome do seu filho carregue ao ser chamado pelo nome que escolheu para ele.
  • Cuidado com as junções de nomes de pessoas ou ocasiões importantes para os pais! O resultado por noma não é bom… Pense bem se a escolha do nome do seu bebé não é apenas fruto de uma obstinação ou vaidade pessoal. Nunca se esqueça: o bem-estar da criança deve estar sempre em primeiro lugar!
  • Dar um nome ao bebé para marcar a continuidade ou prestar homenagem a um familiar também pode não ser boa ideia – Júnior é um exemplo vulgar deste tipo de situação que, em alguns casos, pode inibir a afirmação da individualidade da criança.
  • Pense que o nome que der ao seu filho irá perdurar décadas, por isso não invente na hora da escolha. A título de curiosidade, pesquisas americanas mostram que pessoas com nomes muito exóticos são preteridas em vagas para emprego.
  • No caso de nomes compostos, será sempre melhor escolher um básico como Maria ou João e acrescentar outro mais forte. Convinhamos que composições como Manuela Patrícia ou Tiago Paulo não costumam funcionar muito bem…

No que se refere à escolha do nome, um dado curioso é a tendência actual para preferir nomes clássicos – como Maria, Matilde ou Carolina – que estiveram quase em desuso na década de 90.

Deixamos-lhe uma lista com o significado de alguns dos nomes clássicos mais comuns:

nomes1 Dicas Práticas para escolher o nome do seu filho

 

 

A azia (ou refluxo) é um sintoma comum durante a gravidez, a partir do segundo trimestre. É tipicamente caracterizada por uma sensação desagradável de ardor no peito e garganta, à qual se associa o sabor ácido na boca.azia gravidez1 Azia durante a Gravidez

O aparecimento da azia durante a gravidez deve-se ao aumento do útero e às alterações hormonais próprias desta fase. Vejamos em pormenor estes dois aspectos relevantes:

  1. O espaço cada vez maior que o útero ocupa leva a que o estômago e o intestino sofram uma grande pressão e, consequentemente, a digestão se torne mais lenta. Esta pressão sobre estômago e o consequente desenvolvimento de gases fazem com que a comida suba de novo para o esófago;
  2. As alterações hormonais durante a gravidez provocam grandes mudanças no organismo da mulher. Neste caso em particular, o aumento do nível da progesterona leva a um relaxamento generalizado dos órgãos, nomeadamente do esfíncter esofágico inferior – válvula situada entre o estômago e o esófago. Embora se encontre normalmente bem fechado, o relaxamento deste órgão provocado pela variação dos níveis de progesterona leva a que conteúdo do estômago volte para o esófago, levando à irritação característica da azia.

Apesar de não poder ser completamente eliminada, geralmente a azia melhora se tiver os seguintes cuidados:

  • Coma de forma moderada e racional (entre 5 a 6 refeições por dia), evitando fritos e comidas muito condimentadas;
  • Após as refeições, masque uma pastilha elástica, pois estimula a produção de saliva, que ajuda a neutralizar os ácidos do estômago;
  • Evite bebidas com gás, álcool, café, chocolate, sumos de fruta ácidos, tomate, mostarda, vinagre;
  • Modere ao máximo o consumo ou exposição ao tabaco;
  • Não se deite após as refeições (deverá evitar comer 3 horas antes de ir para a cama, uma vez que os ácidos do estômago sobem mais facilmente quando está deitada);
  • Levante a cabeceira da cama, de forma a elevar o corpo e, desta forma, manter os ácidos no estômago, ajudando à digestão;
  • Controle o seu peso, com a supervisão do seu médico obstetra;
  • Use roupa larga e confortável, especialmente à volta da cintura e estômago.

Se não melhorar adoptando estas medidas, aconselhe-se com o obstetra sobre a medicação indicada para a azia e para os cuidados a ter durante a gravidez.

Há um mito, mesmo entre os médicos, de que a gravidez é mais saudável em mulheres jovens. No entanto, pesquisas recentes indicam que não passa disso mesmo.

gravidez na adolescência 300x224 A Gravidez na Adolescência pode ser de Risco

Este estigma baseia-se no princípio de que a gravidez na adolescência é positiva porque uma mulher jovem tende a ser mais saudável. Além de esta não ser uma verdade absoluta, a gravidez na adolescência pode implicar uma gravidez de risco.

Os riscos para mães adolescentes são basicamente os mesmos que para mães adultas – quando estamos a falar de mulheres saudáveis, é claro.

De entre os problemas que poderão surgir na sequência de uma gravidez de risco nas adolescentes, podemos destacar o defeito no fecho do tubo neural do bebé, que poderá originar doenças como:

  • Dificuldade em urinar e evacuar
  • Diminuição de QI
  • Hidrocefalia
  • Problemas de locomoção

Estas anomalias podem ser comuns na gestação de adolescentes, sobretudo as mais jovens, por o seu próprio corpo ainda se encontrar em desenvolvimento. E é exactamente por esta razão que a gravidez na adolescência pode ser considerada gravidez de risco.

Apesar da tendência de as mulheres engravidarem cada vez mais tarde, decorrente dos parâmetros da sociedade moderna, tem vindo também a registar-se um aumento de grávidas adolescentes.
Este é um dado que deve ser tido em conta em termos de saúde pública, não só por levantar questões acerca da importância da contracepção, como também por estar muitas vezes associado à falta de cuidados pré-natais (uma vez que as adolescentes tendem a esconder ao máximo a sua gravidez).

Se está a tentar engravidar há algum tempo e as diversas tentativas de concepção se revelam infrutíferas, está na altura de falar com o seu médico para fazer os exames necessários e, eventualmente, inicial um tratamento de infertilidade com o seu marido.

infertilidade sem stresse Influência do Stresse no Tratamento da Infertilidade O diagnóstico da infertilidade do casal, assim como os tratamentos e técnicas de reprodução assistida são processos que costumam ser longos. Este longo período de espera, associado à instabilidade psicológica própria desta fase, muitas vezes interfere no relacionamento do casal, chegando mesmo a ser tudo posto em causa. No entanto, mais do que nunca, o casal precisa de se manter unido no seu objectivo de formar uma nova família.

Lembre-se sempre de que, para conseguir engravidar, tão importante é o tratamento das causas físicas da infertilidade como manter o stresse o mais longe possível da relação. Deve dar-se a máxima atenção aos primeiros sinais de stresse nesta luta do casal contra a infertilidade, a fim de travar atempadamente o desalento e desgaste psicológico que em nada irão ajudar nesta fase. Logo que sejam detectados os primeiros sinais, o casal deverá procurar ajuda psicoterapêutica ou simplesmente conversar tranquilamente sobre o assunto, a fim de, em conjunto, ultrapassarem a situação.

São vários os sinais de alerta, de entre os quais podemos destacar os seguintes:

  • Aborrecimento e incómodo na companhia de amigos e parentes por medo de ter de falar sobre o tratamento;
  • Choro repentino, sem qualquer razão aparente;
  • Culpabilizações mútuas entre o casal;
  • Dificuldade de concentração (só consegue pensar em engravidar);
  • Falta de “tempo”, ou seja de disponibilidade, para viver momentos a dois (a vida do casal passa a estar unicamente centrada no tratamento);
  • Falta de paciência e frequentes demonstrações de irritação;
  • Falta de prazer e entrega na relação a dois e no próprio acto sexual;
  • Falta de sentido de humor (sensação de que, sem um bebé, a vida não tem sentido);
  • Insónias;
  • Perda da autonomia, entregando-se, sem questionar, ao que o médico ou o parceiro dizem;
  • Perda de interesse por tudo o que não esteja relacionado com o tratamento para a infertilidade…

Para lá das questões físicas que possam existir (e que, cada vez mais, podem ser ultrapassadas), o stresse é um dos factores que maior influência tem sobre fertilidade, provocando desgaste, ansiedade e problemas de relacionamento entre o casal.
Na mulher, o stresse altera a produção de hormonas importantes para a reprodução, assim como também pode aumentar os níveis de cortisol no sangue, alterando as hormonas responsáveis pelo ciclo ovulatório, o que origina dificuldades acrescidas em engravidar.
O homem também é negativamente afectado pelo stresse, uma vez que a ansiedade e o nervosismo, em geral, baixam a libido e podem influenciar a produção de espermatozóides.

Quando o casal se deixa vencer pelo stresse durante o tratamento da infertilidade, além da relação ficar desgastada, torna-se naturalmente mais difícil conseguir engravidar.

Lembre-se que se a infertilidade tiver causas físicas, estas serão detectadas e, em conjunto com o médico especialista, encontrarão a melhor solução para o seu problema. Por isso, viva a sua vida ao máximo, desfrutando cada momento com o seu parceiro sem pensar na gravidez – podem tentar tirar umas férias ou até fazer uma segunda lua-de-mel…

A massagem Shantala é feita em bebés a partir de um mês de idade. O objectivo principal desta massagem é proporcionar momentos de bem-estar e estreitar a interacção dos pais com o bebé. Além destes, destacam-se como mais-valia da massagem o facto de acalmar o bebé, eliminar gases, cólicas e prisão de ventre ou ainda proporcionar-lhe um sono mais tranquilo. A shantala tem ainda a vantagem de trabalhar a musculatura e as articulações do bebé, uma vez que são feitos movimentos repetidos e alongamentos em todo o corpo.

massagem shantala Técnicas e Vantagens da Massagem Shantala

Esta massagem é indicada sobretudo na fase em que o bebé ainda não controla os movimentos do corpo, uma vez que funciona como estímulo dos mesmos. No entanto, mesmo numa fase posterior, os pais podem perfeitamente continuar a prática da massagem devido ao bem-estar que proporcionam ao seu filho.

Os movimentos da massagem são simples e em número reduzido, são é feitas várias repetições dos mesmos. O número de séries varia, devendo começar por se repetir três vezes e ir aumentando gradualmente até um máximo de dez reiterações, de acordo com a predisposição do bebé.

Embora não haja uma hora pré-definida para o efeito, a shantala nunca deve ser feita quando o bebé tiver fome – o ideal será fazê-la ½ ora depois da mamada. Já o momento do dia para fazer a massagem depende da condição física e dos hábitos de higiene do bebé – por exemplo, se ele costuma ter cólicas à tarde, será bom fazê-la de manhã, de modo a poder agir como medida preventiva da dor.

No geral, a massagem não ultrapassa os 20 minutos, devendo ser feita diariamente, no máximo duas vezes ao dia, para que o bebé se harmonize com a técnica.

A seguir, indicamos uma sequência completa da massagem shantala, com o detalhe dos movimentos a aplicar, passo a passo.

  1. Sente-se com as pernas esticadas e deite o bebé sobre elas. Esfregue as mãos uma na outra para as aquecer e faça depois essa fricção com as mãos no alto da sua cabeça, inspire e mentalize a energia positiva a passar de si para o seu filho.
  2. Faça um triângulo com as mãos e coloque-as à altura do peito do bebé sem o tocar (deverá deixar cerca de um palmo de distância). Separe então as mãos e vá circundando o corpo do bebé, sempre sem o tocar, e expire. Após cada contorno, sacuda as mãos e repita o procedimento três vezes, mantendo o ritmo da respiração.
  3. Ponha umas gotas de óleo de amêndoas nas suas mãos e esfregue-as (nos casos de cólicas, aplique óleo com camomila). Coloque de novo óleo sempre que começar a massajar uma nova zona do corpo do bebé, à excepção do rosto.
  4. Coloque as mãos, relaxadas e com os dedos unidos, no centro do peito do bebé. Deslize a mão esquerda até a axila de mesmo lado e faça o movimento simultâneo do lado direito
  5. Recomece o movimento no peito do bebé e, desta vez, termine nos ombros.
  6. Voltando a pôr as mãos no peito do seu filho, suba uma mão de cada vez até ao final do ombro, formando um X. Deixe seus dedos deslizarem até à zona por trás da orelha.
    Note que sempre que a massagem for feita em movimentos alternados, deverá começar pelo lado esquerdo do bebé, que é o lado mais receptivo.
  7. Faça então um círculo com as mãos, como se fosse uma pulseira, e segure o pulso do bebé com uma delas. Simultaneamente, a outra mão, partindo do ombro, irá ao encontro da que está a segurar o pulso. Quando as mãos se encontrarem, alterne-as (o movimento funciona como se o braço do bebé fosse uma corda que você puxa sucessivamente para fazer uma escalada).
  8. Faça uma torção suave com as duas mãos, iniciando pelo ombro e descendo até o pulso do bebé.
  9. Apoie a mão do seu filho, com a palma virada para cima, numa das suas mãos. Use o polegar da sua outra para massajar a mãozita dele, partindo do pulso até à ponta dos dedos. Deslize então a sua mão espalmada, com os dedos unidos, por toda a mãozinha do bebé. Aperte-lhe delicadamente os dedos, um a um, começando pelo polegar.
  10. Faça um movimento em concha com as suas mãos, desde a base das costelas até ao começo dos genitais do bebé. Esta é uma técnica excelente para aliviar as cólicas – intensifique o movimento caso as dores sejam muito fortes.
  11. Levante as pernas do bebé, segurando-as no alto e, com o antebraço, continue a massajar a região abdominal. Repita o movimento com as mãos.
  12. Faça um círculo com as mãos, como se fosse uma pulseira e, com uma delas, segure o tornozelo do bebé. Ao mesmo tempo, a outra mão, partindo da virilha, vem de encontro à que está a agarrar o tornozelo. Quando as mãos se encontrarem, alterne-as, dando continuidade ao movimento, como no passo 7.
  13. Ampare o pé do bebé numa das suas mãos e, com a outra, deslize o polegar, massajando a sola do pezinho. Deslize a mão espalmada, com os dedos unidos, por todo o pé do bebé.
  14. Termine, apertando os dedinhos do pé do bebé, um a um, a começar pelo polegar.

Se pretender uma massagem mais relaxante, basta fazer a sequência de movimentos de forma mais suave e superficial. Por outro lado, se o que pretende é estimular o bebé, os movimentos devem ser mais acelerados e profundos.