Amamentação… a opção é da mãe

Contra todas as evidências e argumentos científicos, as taxas de aleitamento materno ainda ficam aquém do que seria desejável. Também não é por acaso que, apesar de praticamente todas as mulheres saberem e afirmarem que o leite materno é o melhor para os seus filhos, expressando o desejo de amamentar, ou de 95% das mães saírem das maternidades portuguesas com esta prática, o aleitamento materno sofre um rápido declínio ao fim de alguns dias ou semanas, atingindo valores francamente baixos no final do terceiro mês — altura em que as mães ainda nem retomaram o trabalho fora de casa.

amamentacao Amamentação… a opção é da mãe

São muitas as causas que levam ao abandono do aleitamento sem ser por desejo da mulher. Mas apesar dos contornos externos que possam interferir neste processo, há que deixar bem claro que nenhuma mãe pode sentir-se obrigada a dar de mamar. Nenhuma mãe é melhor ou pior mãe por amamentar ou não o seu bebé. Deve dar-se de mamar se se quiser, se se puder e enquanto for bom para todos.

Nenhum decreto-lei obriga a dar de mamar. Dar de mamar é um acto de total liberdade, e que deve durar enquanto a mãe queira, possa e a criança deseje. E se num dado momento a opção é outra, nada muda em termos de qualidade maternal ou de amor.

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Diabetes durante a gravidez

diabetes gestacional Diabetes durante a gravidezAté 9% das mulheres desenvolvem diabetes gestacional, que é em geral detectada com um teste de rotina da tolerância à glicose entre as 24 e as 28 semanas de gravidez.

As mulheres com diabetes durante a gravidez têm de equilibrar a sua resistência à insulina enquanto fazem uma dieta saudável por causa do bebé. Podem ingerir hidratos de carbono, mas são aconselhadas a espaçar o seu consumo.

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Regra geral, a percentagem de diabetes gestacional está a aumentar – mais de 10 vezes cada 5 anos. O aumento pode ser devido ao facto de as mulheres estarem a ter filhos quando são mais velhas, ou porque a obesidade, um factor de risco da diabetes, está a aumentar.

O stress extra sobre o organismo durante a gravidez pode provocar níveis de glicose elevados, mas muitas vezes a gravidez apenas evidencia uma predisposição da mulher para a diabetes. As mulheres com predisposição para diabetes têm um risco acrescido aquando da gravidez porque as suas necessidades de energia aumentam, e ainda as hormonas produzidas pela placenta podem bloquear a acção da insulina da mãe, provocando resistência à insulina. Estes factores traduzem-se em as quantidades de insulina necessárias serem 2 a 3 vezes maiores na gravidez a partir das 24 semanas.

Os bebés de mulheres com diabetes gestacional também podem vir a ter problemas. A glicose da mãe transpõe a placenta para entrar na corrente sanguínea do bebé, estimulando o seu pâncreas a produzir mais insulina. Este factor pode originar crianças maiores, colocando-as em risco durante o parto. Também são mais propensas a desenvolver, mais tarde, a diabetes tipo 2 (o corpo tem dificuldade em processar a insulina que o pâncreas produz).

OS SINAIS DE AVISO

  • Gravidez acima dos 30 anos
  • História familiar de diabetes tipo 2
  • Excesso de peso
  • Gravidez anterior com diabetes gestacional
  • Problemas anteriores que interromperam uma gravidez
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Vantagens em adiar o corte do cordão umbilical

Vantagens em adiar o corte do corsão umbilical

Há vantagens evidentes em adiar por alguns minutos o corte do cordão umbilical após o nascimento do bebé.

Um estudo realizado no Canadá permitiu concluir que basta esperar dois minutos antes de cortar o cordão para que o bebé possa ter níveis mais elevados de ferro durante os primeiros meses de vida. Estas conclusões foram publicadas no Journal of the American Medicai Association.

 Vantagens em adiar o corte do cordão umbilical

Apesar de esta ser uma evidência já apontada anteriormente noutros estudos, na maior parte dos hospitais nos países ocidentais continua, a cortar-se o cordão imediatamente após o nascimento.

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Hemorróidas na Gravidez

Durante a gravidez a mulher sofre grandes alterações hormonais devido à preparação que o corpo tem de fazer para acolher a vida que cresce dentro de si.

hemorroidas gravida Hemorróidas na Gravidez

Grande parte das mulheres têm hemorróidas pela primeira vez quando estão grávidas ou, se já há uma predisposição natural para as ter, nesta fase tendem a agravar-se. No entanto, elas não surgem repentinamente, desenvolvem-se com o tempo e existem vários factores que podem levar à sua ocorrência:

  1. Em grande medida, o aumento da produção de hormonas femininas, especialmente da progesterona, que produz um relaxamento geral dos músculos, leva a que as paredes internas do intestino também sejam afectadas, proporcionando o aparecimento/agravamento das hemorróidas.
  2. Verifica-se um aumento do volume sanguíneo e da pressão exercida nas veias que se situam abaixo do útero, devido ao peso do feto. Desta forma, o fluxo sanguíneo torna-se mais lento, podendo mesmo estagnar em alguns pontos, originando um inchaço das veias ou até o seu rompimento, especialmente nas zonas mais propícias, como o recto e as pernas.
  3. Há também que ter em conta a obstipação, que afecta grande parte das mulheres nesta fase. Sendo as fezes mais duras e volumosas, há um esforço maior para a sua expulsão e, como as veias do recto e ao redor do ânus estão inchadas, pode surgir uma ruptura. É, por isso, muito importante que inclua na sua dieta fibras, bastante água e exercício para prevenir a obstipação.
  4. A questão da hereditariedade é outro factor que influencia o surgimento das hemorróidas.
  5. Por fim, estar sentada em superfícies duras durante muito tempo, pegar em grandes pesos ou estar em pé durante muito tempo poderão também contribuir para a sua manifestação.

Existem dois tipos de hemorróidas: as internas e as externas, sendo a distinção feita de acordo com a sua localização.
As hemorróidas internas localizam-se dentro do canal anal, na parte terminal do recto; normalmente não são dolorosas e há uma grande tendência para ocorrer sangramento.
As hemorróidas externas caracterizam-se por serem vasos que se dilatam, tornando-se salientes no canal anal, em redor do ânus. Esta característica leva a uma grande sensibilização na região, o que se pode tornar muito doloroso.

Principais sintomas:

  • Comichão em redor do ânus;
  • Dor, ardor e desconforto durante e imediatamente após uma evacuação;
  • Sensação de não ter evacuado completamente;
  • Inchaço visível em redor do ânus;
  • Descarga de muco

Cuidados a ter:

  • Ingira muitas fibras (cereais, frutas e vegetais frescos) para reduzir o risco de prisão de ventre e do esforço ao evacuar;
  • Corte nas gorduras (especialmente nas gorduras animais), nos alimentos ricos em açúcar e nos alimentos refinados ou processados;
  • Beba muita água – cerca de oito a dez copos por dia;
    Faça exercício regularmente – caminhadas e yoga são actividades muito boas, mas deverá ver com o seu médico qual a modalidade mais aconselhada para si;
    Faça exercícios para a zona pélvica e anal, contraindo os respectivos músculos durante alguns segundos e soltando-os de seguida (faça séries de 25 contracções);
    Evite manter-se muito tempo de pé ou sentada (se a sua profissão a obrigar a permanecer sentada levante-se de uma em uma hora e ande um pouco);
    Deite-se virada sobre o lado esquerdo para aliviar a pressão das veias rectais e facilitar o regresso do sangue das zonas inferiores do corpo;

Para aliviar o desconforto:

  • Ao longo do dia, mergulhe a zona pélvica em água morna durante 10 a 20 minutos, (a água tépida pode ter um efeito bastante calmante);
  • Se as hemorróidas forem externas, deverão retroceder por si ao fim de algum tempo, mas poderá acelerar o processo e suavizar o desconforto, conduzindo a veia dilatada para o interior com o dedo (embebido em creme gordo), após ter lavado devidamente a zona afectada com água tépida;
  • Sempre que possível, faça uma cuidadosa limpeza local com água morna e sabonete neutro quando evacuar. Caso tenha dificuldade em adoptar esta medida, use papel higiénico macio e branco, pois o colorido provoca mais irritações (poderá mesmo usar toalhitas, para não causar tanta fricção);
  • Use uma pomada anti-hemorroidal, que tem características analgésicas locais e anti-inflamatória. Poderá adquiri-la nas farmácias ou em lojas de produtos naturais, mas será sempre recomendável pedir o aconselhamento do seu médico.
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