Alimentação Saudável na Gravidez

A alimentação da mulher durante a gravidez interfere ativamente na formação dos órgãos e sistemas do feto. Por isso, e especialmente nesta fase, é fundamental que a mulher dê atenção à qualidade dos alimentos que ingere, tendo o cuidado de moderar também a quantidade.

Ao contrário do que vulgarmente se diz, a grávida não deve “comer por dois”, mas sim pensar no bem-estar dos dois – mãe e feto. O facto de a grávida comer grandes quantidades de comida pode levar à obesidade materna e, como tal, não é saudável para si nem para o bebé.

Durante a gravidez, a mulher deve ter um aumento de peso entre 9 a 12 Kg em relação ao seu peso normal. A variação depende do facto de a mulher ser naturalmente mais forte ou mais magra. Qualquer aumento ou diminuição de peso exagerado nesta fase tem repercussões na saúde materna e fetal e, como tal, a grávida não deverá cometer excessos na alimentação ou fazer quaisquer tipos de jejuns.

Saúde na Gravidez: o que é a Sífilis?

A Sífilis é uma infeção bacteriana sexualmente transmissível e diagnosticada por análises sanguíneas específicas.

A bactéria responsável pela doença (Teponema Pallidum) penetra no organismo, por contacto direto, através das mucosas (como as da vagina ou da boca), ou então através da pele, pelo que pode ocorrer numa relação sexual por via vaginal, oral ou anal. Horas depois do contacto com a zona afetada do parceiro, a bactéria chega aos gânglios linfáticos e, a partir daí, propaga-se por todo o organismo através do sangue.

A transmissão da sífilis pode também ocorrer durante a gravidez, passando diretamente da mãe para o feto. Nestes casos, a doença designa-se sífilis congénita, pois o bebé pode vir a ter defeitos congénitos ou outros problemas de saúde graves derivados da infeção.

Planear uma Nova Gravidez evita Partos Prematuros

Um intervalo muito curto entre um parto e uma nova gravidez aumenta os riscos de parto prematuro e de problemas de saúde para a mulher e para o bebé.

A Universidade de Washington realizou uma investigação sobre o tema, no qual, num universo de 156 mil mulheres, foram ponderados os intervalos entre duas gravidezes, a forma como decorreu o segundo parto e a saúde dos segundos filhos. Com os dados apurados, concluiu-se que:planear uma nova gravidez

» Um intervalo inferior a 6 meses entre um parto e a gravidez seguinte aumenta em 41% por cento o risco de parto prematuro (antes das 35 semanas de gestação);

Vírus do Papiloma Humano (HPV) na gravidez

A principal forma de transmissão do Vírus do Papiloma Humano (VPH ou vírus HPV) é por via sexual, sendo considerada a doença sexualmente transmissível mais frequente. Esta doença viral é transmitida por contacto direto e não por fluídos orgânicos.

As formas de prevenção da doença são similares às das restantes doenças sexualmente transmissíveis, passando sobretudo por evitar comportamentos sexuais de risco.

Os sintomas de infeção mais frequentes são lesões (em forma de verruga) na vagina, colo uterino, grandes e pequenos lábios e reto.

Estreptococos B durante a gravidez

Estreptococos são um género de bactérias que podem causar doenças no ser humano. No entanto, a maioria das espécies é inofensiva. O estreptococo do grupo B existe com frequência no intestino das pessoas em geral.

Na mulher, essas bactérias podem acabar por se alojar na vagina, não causando qualquer dano ao bebé enquanto ele está na barriga da mãe. A questão coloca-se no parto, sobretudo se for parto normal (eutócico); quando é cesariana, não é tão problemático, uma vez que o bebé não terá contacto com o canal vaginal.

Estas bactérias, por norma, não dão quaisquer tipos de sinais ou sintomas. O médico pede um exame para fazer o despiste e, caso dê positivo, o tratamento da infeção deve ser feito somente durante o trabalho de parto; não é indicado nos meses anteriores, nem mesmo com o uso de cremes vaginais.