Picamalácia: desejos durante a gravidez

Uma das partes mais divertidas da gravidez é sentir desejos e ver toda a gente preocupada em tentar satisfazê-los. No entanto não há qualquer estudo científico que comprove ou refute a veracidade das vontades e/ou aversões nutricionais descritas pelas gestantes.

Desejos durante a gravidez
Desejos durante a gravidez

Toda esta questão pode até ser uma forma de a mulher conseguir atrair as atenções, afinal a tarefa de gerar um ser não é fácil e a mulher pode muito bem sentir-se no direito de ter mimos e de os ver atendidos…

Os desejos mais comuns são de doces e derivados do leite, como gelado. Mas essa vontade irresistível também pode ser uma forma de o corpo sinalizar que está com falta de alguns nutrientes, originando mesmo situações caricatas, como comer ferrugem ou terra vermelha, por exemplo.

Esta síndrome do desejo tem o nome de picamalácia e a sua justificação é controversa. Uma delas é que os alimentos estranhos, que antes não eram nem um pouco atraentes, trariam a sensação de alívio para náuseas e vómitos. Outra, mais aceite, é de que há uma deficiência de nutrientes essenciais, como o ferro, que leva a grávida a comer substâncias que, embora não sejam alimentos, contêm esse nutriente como, por exemplo, um tijolo.

Para tratar esses desejos da picamalácia, é necessário repor os nutrientes que estão em falta na alimentação da grávida. Nos casos mais graves, a doença pode trazer complicações graves para a mãe e para o bebé; afinal, terra e tinta descascada (lanches  comuns para quem sofre de picamalácia) não são comida, e podem causar desde feridas no estômago a envenenamento.

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O que não pode faltar na alimentação durante a gravidez

Durante a gravidez o seu corpo precisa de mais nutrientes, que vão manter a sua saúde e garantir o desenvolvimento do seu bebé. Veja a seguir o que não pode faltar no seu regime diário para que possa seguir uma alimentação equilibrada nesta maravilhosa fase da sua vida:

Alimentação durante a gravidez

Alimentação durante a gravidez

Ácido fólico
Também conhecido como vitamina B9, o ácido fólico ajuda a formar o tecido nervoso e as células sanguíneas do bebé. A falta deste nutriente pode causar doenças e mal-formações no feto. Poderá encontrá-lo em vegetais verde escuros, fígado, leguminosas e citrinos, mas é difícil prover a necessidade diária na gravidez (600 microgramas) só com a alimentação. Grande parte das vezes, o médico indica um suplemento capaz de suprir as necessidades do organismo.

Cálcio
Para formar os ossos do bebé, você tem que reforçar o consumo de cálcio. Uma grávida precisa de 1.300 miligramas de cálcio por dia (30% a mais do que o normal). Encontra o cálcio no leite e no iogurte e também em queijos (de preferência magros).

Ferro
No final da gravidez, o volume de sangue no corpo da mulher terá aumentado até 50%, a fim de suprir as necessidades do ser que está a gerar. Se a alimentação não for reforçada com mais ferro, é comum a grávida desenvolver anemia. A anemia diminui a capacidade do sangue de distribuir o oxigénio para as células e causa, entre outros problemas, fraqueza, cansaço e tonturas. Feijão, carne vermelha e verduras escuras (como espinafre) são boas fontes de ferro, mas poderá ser aconselhada pelo médico a toma de um suplemento.

Fibras
Conforme aumenta de tamanho, o útero pressiona o intestino, o que pode causar prisão de ventre em algumas grávidas, agravada pelas alterações hormonais ocorridas durante za gravidez, que deixam o funcionamento do intestino mais lento. Por isso, o consumo de fibras presentes em frutas, verduras e cereais integrais é fundamental para manter o corpo regularizado.

Proteínas
Presente em todos os tipos de carnes, em leguminosas como feijão e no leite e seus derivados, as proteínas são um nutriente importantíssimo para a construção dos músculos do bebé. É, pois, recomendada a ingestão de 60 gramas de proteínas por dia, o equivalente a dois bifes.

Vitaminas
As vitaminas têm variadíssimas funções para a saúde do bebé e da mãe. Deve manter uma alimentação bem variada e colorida, com bastantes frutas, legumes, verduras, nozes, carnes magras, derivados de leite e cereais integrais, a fim de suprir todas as necessidades do organismo. Mas o médico poderá indicar um suplemento, caso julgue necessário.

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Alimente-se bem e tenha uma gravidez saudável

Durante a gravidez deve ter a preocupação acrescida em se alimentar bem. Não se trata de comer por dois, o importante é qualidade das suas refeições para que possa manter-se saudável, assegurando os nutrientes necessários para o feto.

Gravidez saudável
Gravidez saudável

Esqueça a ideia de comer por dois, pense antes em comer bem por dois motivos: a sua saúde e a do seu bebé. É verdade que deve aumentar a quantidade das calorias na sua dieta; mas durante a gravidez o seu organismo precisa, no máximo, de 350 calorias a mais por dia para que o bebé cresça e se desenvolva. Para o conseguir, deve manter uma dieta variada e rica em frutas, verduras, leite e derivados, carnes magras e hidratos integrais.

No geral, a alimentação na gravidez está cercada de mitos. Além de comer por dois, há quem acredite que, quanto mais a gestante engorda, melhor para o bebé. Nada disso! Engordar muito durante a gravidez é tão prejudicial como em qualquer outra fase da sua vida. Na verdade, o segredo para uma alimentação saudável é o mesmo de sempre: comer de tudo, sem exageros, respeitando a fome e enganando a gula.

Escolher bem os alimentos e comer a medida certa

Nos primeiros três meses, uma grávida precisa, em média, de 150 calorias a mais por dia. No segundo e no terceiro trimestres, entre 300 e 350 calorias calorias a mais. Estes são só valores de referência, pois cada mulher tem características únicas e, como tal, necessidades distintas; tudo depende de como era a alimentação e o peso antes da gravidez, e de como se encontra em termos de saúde.

O prato da grávida saudável é variado e colorido. Todos os grupos alimentares devem constar na sua dieta diária: vegetais, frutas, legumes, hidratos de carbono, proteínas, gorduras e muita água.

Para garantir boa disposição ao longo do dia ajudar a combater problemas como náuseas, cansaço e azia, as refeições devem ser divididas entre as três principais: pequeno-almoço, almoço e jantar, fazendo pelo menos dois lanches entre elas.

Alimentos industrializados, gorduras saturadas, frituras, excesso de café e de açúcar devem ser evitados a todo custo. Nem pensar em ingerir bebidas alcoólicas, pois fazem mal ao bebé. Em caso de dúvida, deverá sempre consultar o seu médico ou um nutricionista.

 Alimente se bem e tenha uma gravidez saudável

Ganhe peso com saúde

O peso é um dos indicadores usados pelo médico para determinar se a gravidez é normal e saudável. O que decide quantos quilos você pode (e deve) ganhar ao longo dos nove meses é o peso que tinha antes de engravidar.

Mulheres obesas ou acima do peso mais devem manter a dieta normal (e não aumentar o consumo de calorias), de forma a ganhar entre sete e nove quilos. Quem estava em forma antes da gravidez, pode comer mais um pouquinho e aumentar entre nove e onze quilos. As mulheres que se encontravam abaixo do peso considerado saudável para a sua altura, devem reforçar a alimentação e engordar por volta de 14 ou 15 quilos. É claro que para quem espera gémeos, esses limites serão também alargados.

Não se trata de uma questão estética. Ganhar peso a mais ou a menos do que o recomendável durante a gravidez prejudica a saúde do bebé:

Mulheres muito magras que não se alimentam bem durante a gravidez podem ter filhos com problemas neurológicos, baixa imunidade e mau funcionamento de órgãos como os pulmões e o fígado.

Por outro lado, grávidas que engordam muito podem desenvolver obesidade, pressão alta, diabetes e ter filhos com tendência a serem sempre gordinhos. Uma avaliação nutricional no início da gravidez ajudá-la-á a compreender qual é o seu caso e qual a melhor dieta a seguir.

Se aumentar o peso devido durante a gravidez, terá voltado à sua forma antecedente até dois meses depois do parto. Além do bebé, que pesa em média 3,2 quilos, o útero fica com quase um quilo. A placenta pesa 600 gramas e, só de sangue e outros fluidos, engorda mais 3,6 quilos. Os seios maiores, por causa da amamentação, também aumentam um quilo na balança.

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POLÉMICA – EXAMES DE ADN AINDA NO ÚTERO

Para acabar com os filhos ilegítimos. Os testes de paternidade pré-natais são cada vez mais no Reino Unido. Os especialistas dizem que não são éticos e que os abortos vão aumentar

Elspeth Chapman teve de ler o diário da mãe para descobrir que era fruto de um caso extraconjugal. Durante 17 anos, a britânica chamou pai a Mark Webb, sem desconfiar que Allen Mottram, amante da mãe, era o seu pai biológico. O caso foi noticiado este mês quando Mark recorreu aos tribunais para pro­cessar a ex-mulher pelo engano. Por causa de histórias como esta e para evitar que se repitam, há cada vez mais mulheres a fazer testes de paternidade durante a gravidez. E muitas optam por abortar quando descobrem que os bebés são filhos dos amantes.

A situação está a gerar polémica no Rei­no Unido, onde há grupos pró-vida que contestamimage thumb POLÉMICA   EXAMES DE ADN AINDA NO ÚTERO a realização destes testes e labo­ratórios que se recusam a fazê-los com medo de que o número de abor­tos aumente. “Não os fazemos porque levantam questões éti­cas”, explicou ao jornal britâni­co The Sunday Times Rebbeca Butler, responsável pelo labora­tório DNA Bioscience. Mark Pursglove, director da Interna­tional Biosciences, em Sussex, diz que só fazem estes testes como último recurso: “Quando as pessoas o fazem por causa de relações extraconjugais, tentamos persuadi-las a esperar que o bebé nasça.”

Apesar disso, e segundo dados do labo­ratório DNA Solutions, que disponibiliza os testes pré-natais, são cada vez mais as mu­lheres que os fazem. De um total de 20 mil testes de paternidade realizados anualmen­te no Reino Unido, o laboratório britânico fez 25 exames pré-natais em 2002 e 500 em 2008. No Reino Unido, as estatísticas dizem que um em cada 25 homens poder estar a educar crianças que não são suas.

O LABORATÓRIO disponibiliza dois tipos de exames: um que pode ser realizado entre a n.a e a 18.a semana de gestação (feito através da inserção de um cateter no útero) e outro mais comum, baseado na colheita de líquido amniótico, que pode ser feito até à 21.a semana. Dan Leigh, director de marketing do DNA Solutions, diz que há mulheres que decidem abortar com base no resultado do teste e outras que o usam para entregarem as crianças para adopção ou para acabarem com o casamen­to e legitimarem uma relação secreta. O responsável adiantou à SÁBADO que o laboratório pretende disponi­bilizar este serviço em Portugal dentro de quatro ou cinco meses.

Por cá, o teste já é realizado, mas mediante condições espe­ciais. Em clínicas privadas ge­ralmente é pedida uma autori­zação médica. No Instituto Na­cional de Medicina Legal, o teste é feito em casos de violação e a pedido dos tribunais. O custo é em média de 500 euros por cada exame. O Instituto de Patologia e Imunologia Mo­lecular da Universidade do Porto realizou apenas quatro exames deste tipo no ano passado, que representam cerca de 3,6% do total de exames de paternidade que efectuou.

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