O leite materno é o alimento capaz de fornecer todos os nutrientes de que o bebé precisa para crescer com saúde, contendo proteínas, gorduras, hidratos de carbono, minerais e vitaminas. Além disso, devido às imunoglobulinas, linfócitos e outras células de defesa presentes no leite, protege a criança contra infecções. Até o sexto mês de vida, o leite materno deve ser a única alimentação do bebé, embora na fase de adaptação surjam situações, como as cólicas e refluxos, que requerem especial cuidado e atenção por parte da mãe.

Adaptação do bebé ao leite materno
Nos primeiros dias, o bebé mama pouco leite, já que o estômago é pequeno e a criança cansa-se mais facilmente. Por isso, os intervalos entre as mamadas são curtos (o comum é ocorrerem de hora em hora).
À medida que o bebé vai crescendo, já consegue mamar durante mais tempo, já que a capacidade do estômago também é maior; as mamadas passam a ser feitas, em média, a cada três horas.
No entanto, o horário das mamadas não é importante, desde que a criança mame sempre que sentir necessidade. A sua grande preocupação enquento mãe deverá ser a forma como o seu bebé se alimenta. Certifique-se que a boca do bebé cobre toda a auréola mamária. Assim, o leite sairá mais facilmente, a criança mamará por mais tempo e ingerirá o leite final de cada mamada, que se caracteriza por ser mais rico em gordura, fazendo com que a criança se sinta satisfeita por mais tempo, já que sua digestão é mais lenta. Não se preocupe com o tempo da mamada, a criança tem capacidade de regular sua saciedade, mamando até não ter mais fome.
Aprenda a gerir os na fase de adaptação
Nas primeiras duas semanas de vida, as cólicas são comuns. Elas começam a surgir por volta dos quinze dias de vida e costumam ir, em média, até os três meses. Na maioria das vezes, o incómodo aparece à mesma hora: fim da tarde e início da noite. Podem durar horas ou terminar abruptamente. As contrações devem-se ao desfecho da preparação do intestino do bebé que, no nascimento, ainda é imaturo, estando agora na fase final do processo de formação de vilosidades que serão as responsáveis pela absorção dos diferentes tipos de alimentos, pela colonização por bactérias necessárias ao organismo e, sobretudo, pela produção de vitaminas essenciais.
Para aliviar as cólicas, é aconselhável a colocar o bebé de bruços, particularmente sobre a barriga da mãe. Também se podem colocar fraldas mornas em cima da barriga do bebé e flexionar as pernas da criança, como se estivesse a andar de bicicleta – este movimento facilita a eliminação de gases e o alívio da dor.
Os refluxos são outro problema comum na fase de adaptação à amamentação. Muitos casos envolvem questões fisiológicas, mas outros, podem ser ocasionados pela técnica inadequada na hora de amamentar, por choro intenso ou ainda pelo uso de chupeta. Nesta última situação, a criança provavelmente engole muito ar, originando o refluxo. Para além destas, poderá haver ainda algumas condições patológicas, como obstruções de esôfago.
Quando o problema for ocasionado pelos factores inadequados na amamentação, basta corrigir tais hábitos. O incômodo pode ser minimizado colocando o bebé na postura correcta durante a amamentação. Nos bebés maiores, atente à alimentação alternativa ao leite, adequando a qualidade, o volume e a consistência dos alimentos.
O refluxo patológico diferencia-se pelo facto de a criança sentir dor. A criança chora mais, fica mais irritada, dorme menos, recusa o peito e sente dor ao deitar. Nestes casos, deverá consultar o pediatra.