Problemas na Gravidez: aborto espontâneo
O aborto espontâneo, também designado aborto natural, é uma interrupção involuntária da gravidez que ocorre até às 20 semanas de gestação. É assim designado para se diferenciar dos abortos induzidos com recurso a métodos cirúrgicos ou terapêuticos.
Este tipo de aborto tem uma expressão cada vez mais significativa na sociedade, as suas causas diversas: estilos de vida e alimentação pouco saudáveis, sedentarismo, gravidez tardia (cada vez mais as mulheres engravidam no limite da idade reprodutiva) e stresse.
Na maioria das vezes, os abortos espontâneos ocorrem até à sétima semana de gestação, havendo muitos casos em que a mulher nem sequer sabia que estava grávida.
As causas deste tipo de aborto podem ser muitas e de vária ordem:
- Anomalias cromossomáticas que impedem o crescimento do bebé
- Fatores genéticos
- Infeções
- Problemas hormonais
- Doenças ou malformações do sistema reprodutor da mãe
- Abuso de álcool, cigarros e drogas
- Gravidez tardia, sendo mais propensas a sofrê-lo mulheres com mais de 35 anos e as que já tiveram este tipo de aborto.
Quanto aos sintomas que podem indiciar uma ameaça de aborto, registam-se dores abdominais ou cólicas, contrações, sangramento vaginal após atraso menstrual, remoção do tecido vaginal, às vezes na forma de coágulos.
Logo que observar estes sintomas, a mulher deverá ser vista por um obstetra. Caso se trate de ameaça de aborto, o médico poderá recomendar repouso absoluto e desaconselhar as relações sexuais até a situação regularizar ou mesmo até ao fim da gravidez.
O aborto espontâneo é diagnosticado após a realização de um exame pélvico, durante o qual o médico verifica o útero e o colo. Além disso, existem outras práticas, tais como ecografias e testes de sangue para determinar os possíveis efeitos da perda de sangue e infeção.

Passada esta fase, é necessário determinar se houve a expulsão total do embrião ou feto, da placenta e das membranas.
Caso o aborto não tenha sido completo, deverá ser removido quaisquer vestígios do material que possa ter ficado no interior do útero. Para o fazer, é necessário administrar medicamentos ou recorrer mesmo a uma cirurgia (a curetagem, comummente designada raspagem). Esta cirurgia é feita com o intuito de limpar bem o útero, retirando quaisquer vestígios do feto, placenta ou membranas que ainda possam persistir. O procedimento é relativamente simples e rápido, na maior parte dos casos em regime de ambulatório, podendo a mulher ir para casa após a recuperação da anestesia.
É essencial que após um aborto espontâneo a mulher seja supervisionada por um médico. Mesmo que possa voltar a engravidar depois de ter completado um ciclo menstrual sem qualquer alteração, será aconselhável esperar pelo menos seis meses até tentar uma nova gravidez.



