Anestesia e controlo da dor no Trabalho de Parto


Anestesia e controlo da dor no Trabalho de Parto

O parto é o tão esperado momento que marca final da gravidez, quando o bebé deixa o útero da mãe para dar início a uma nova vida…

Quando a mulher grávida inicia o trabalho de parto, alguns dos primeiros sintomas são o aparecimento de dores na parte inferior das costas e em toda a região abdominal; a bolsa das águas rompe-se, começam a aparecer as contrações… enfim um sem número de modificações e alterações que decorrem num curto espaço de tempo. No entanto, é das dores que a grávida sente mais receio e, hoje em dia, a maioria das mulheres grávidas usa diferentes técnicas com a finalidade de atenuar as dores inerentes ao trabalho de parto.

A maior parte das mulheres usa a anestesia como principal método para atenuar as dores. Existem três tipos de anestesia que podem ser utilizados em trabalho de parto: a anestesia epidural, a anestesia raquidiana ou anestesia combinada das duas anteriores.

Em qualquer um dos tipos de anestesia que se utiliza, os anestésicos são aplicados quase no mesmo sítio, entre as vértebras das costas. No entanto, a epidural é aplicada na região lombar, utiliza uma quantidade de anestésico menor, não tira a sensibilidade da mulher e pode ser administrada continuamente, porque o cateter fica nas costas, para a eventualidade de ser necessário repetir a dose. Na anestesia raquidiana, a quantidade de anestésico utilizada é maior, é administrada toda de uma vez, tem duração limitada mas ação quase imediata. No que diz respeito à terceira situação, ela é mais adequada para mulheres muito sensíveis à dor e que ainda estão a iniciar o trabalho de parto. Nesta opção, podem ser administradas as duas anestesias anteriores e, deste modo, obter benefícios das duas, o efeito rápido da anestesia raquidiana e a flexibilidade e durabilidade da epidural.

Tanto numa situação como noutra, o objetivo é o mesmo, o alívio da dor no decorrer do trabalho de parto, sendo que a mãe apenas perde sensibilidade na região inferior do corpo, o que a deixa liberta para todos os movimentos que o parto em si exige.

Além destes métodos existem outras medidas ou técnicas que permitem à mulher abrandar as suas dores, sem a utilização de remédios ou drogas. Para quem pretende um parto mais natural, sem a utilização de anestesias, pode recorrer ao serviço de uma doula, técnicas de acompanhamento da mulher na preparação do parto, no decorrer deste e nas primeiras semanas após o nascimento do bebé. Poder-se-á criar um ambiente harmonioso em casa, com pouca luz e música ambiente do agrado da gestante. As massagens e as diferenças de temperatura também são uma boa fonte de sensações que aliviam a dor, uma vez que proporcionam à mulher um emaranhado de sensações que a distraem de dores tão específicas como as dores do parto.

Salientam-se ainda outras técnicas ou opções alternativas, como aromaterapia, cromoterapia, a vocalização, as técnicas de respiração e de relaxamento, os banhos calmantes, a acupuntura e a hipnose para atenuar as dores que ocorrem no trabalho de parto. Apesar de não haver estudos científicos que atestem a eficácia destas técnicas, algumas mulheres sentiram efeitos positivos aquando da sua utilização.





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