Amamentação… a opção é da Mãe


aleitamento materno

Contra todas as evidências e argumentos científicos, as taxas de aleitamento materno ainda ficam aquém do que seria desejável.

Também não é por acaso que, apesar de praticamente todas as mulheres saberem e afirmarem que o leite materno é o melhor para os seus filhos, expressando o desejo de amamentar, ou de 95% das mães saírem das maternidades portuguesas com esta prática, o aleitamento materno sofre um rápido declínio ao fim de alguns dias ou semanas, atingindo valores francamente baixos no final do terceiro mês — altura em que as mães ainda nem retomaram o trabalho fora de casa

São muitas as causas que levam ao abandono da amamentação sem ser por desejo da mulher.

Apesar dos contornos externos que possam interferir neste processo, há que deixar bem claro que nenhuma mãe pode sentir-se obrigada a dar de mamar. Nenhuma mãe é melhor ou pior mãe por amamentar ou não o seu bebé. Deve dar-se de mamar se se quiser, se se puder e enquanto for bom para todos.

Nenhum decreto-lei obriga a mulher a dar de mamar. A amamentação é um ato de total liberdade, e que deve durar enquanto a mãe queira, possa e a criança deseje. E se num dado momento a opção for outra, nada muda em termos de qualidade maternal ou de amor.





  2 Comments

2 Respostas para Amamentação… a opção é da Mãe

  1. Acho que a sensação de amamentar um filho é tão maravilhosa, que vale todo o esforço inicial, pois normalmente o início da amamentação é muito difícil mesmo. Mas existem cuidados básicos e medicamentos (até mesmo naturais) capazes de ajudar qualquer mulher a superar as dificuldades iniciais e amamentar de forma prazerosa e pelo maior limite de tempo possível. Particularmente, fiz todo o possível para amamentar minhas duas princesinhas e graças a Deus deu tudo certo, apesar de ter sofrido muito no início, com fortes dores nos seios e um pouco de depressão pós parto. Depois da fase ruim, no entanto, veio uma fase maravilhosa: amamentei cada uma até 1 ano de idade e ainda trabalhando fora. Consegui estabelecer uma rotina em que foi possível manter esse hábito, sem tantos sacrifícios e de forma prazerosa tanto para mim quanto para elas.

    Mas quando a situação envolve mal estar psicológico para a mulher e um desconforto imenso pelo fato de não estar conseguindo vencer esta etapa, seja por dor física ou qualquer outro motivo, realmente devemos respeitar esse desejo da mãe e não recriminá-la, pois com certeza pode não ter sido uma decisão fácil de ser tomada.

    Abraços!

    • Kinas diz:
      Olá, Viviane
      Antes de mais, obrigada bela sua partilha. Realmente, é maravilhoso amamentar e eu tive o privilégio de, à semelhança de si, poder amamentar a minha pequenota enquanto tive leite. No início também tive muitas dores e só com a ajuda da bomba de extracção de leite é que conseguia superar as dificuldades causadas pela forte subida de leite; além disso, os mamilos ficavam muito doridos ao ponto de me virem as lágrimas aos olhos cada vez que a Joana me pegava no peito… mas tudo foi superado ao fim dos primeiros dias. A partir daí comecei a desfrutar dos momentos mágicos de ternura e cumplicidade que se estabelecia entre nós – ADORAVA quando ela pousava a mãozinha no peito e ficava ternamente a olhar-me nos olhos e a mamar! São momentos únicos e inigualáveis que nem todas as mães têm a possibilidade de viver. Embora haja muitas mulheres que não desejem dar de mamar por uma questão meramente estética, também as há (e quantas!…) que sofrem grandes pressões (internas ou externas) por não poderem amamentar os seus filhos. Acima de tudo, acho que temos de respeitar a decisão da mãe e não julgá-la, pois, como diz, não é uma decisão fácil de ser tomada. Um abraço!

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